Convocatória à ação contra o imperialismo e a fascistização no processo eleitoral de 2026
Estamos em estado de emergência. A democracia brasileira está em risco. A ingerência do governo dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro é aberta e compõe uma estratégia de subordinação de toda a América Latina aos interesses dos plutocratas reunidos em torno do governo Trump. Para isso, esse governo restaurou e ampliou a Doutrina Monroe, aliando-se, hoje, como ontem, a forças políticas de extrema direita, previamente articuladas por uma coalizão neofascista internacional que tem na CPAC um de seus principais fóruns.
No Brasil, o bolsonarismo e seus aliados operam em favor dessa subordinação, sacrificando nossos melhores anseios de soberania, democracia e igualdade aos interesses das corporações empenhadas no saque do país e afastando-o de qualquer perspectiva de futuro comum a todo o povo.
A Venezuela antecipa esse cenário de modo concreto. Após a prisão do presidente Nicolás Maduro, o governo Trump passou a controlar 17 campos de petróleo, com reservas estimadas em 65 bilhões de barris; 20% da produção do país seria vendida aos EUA a preço de custo, a direção das empresas extratoras caberia majoritariamente a executivos estadunidenses e os contratos, regidos pela legislação norte-americana, vigorariam por 100 anos. É a esse tipo de tutela que a extrema direita brasileira se mostra disposta a aquiescer.
A extrema direita trabalha em favor de um futuro de opulência para os ultrarricos e de despossessão para a imensa maioria: um horizonte distópico, sustentado pela repressão, pelo doutrinamento fundamentalista e pelo fascismo.
Por isso, esta convocatória é um chamado à ação!
Expressamos nosso compromisso de luta unitária para impedir tais retrocessos no Brasil e na América Latina. É urgente intensificarmos o corpo-a-corpo em nossos locais de trabalho e de estudo, reunindo docentes, estudantes e trabalhadores técnico-administrativos: a organização é a condição para derrotar nas urnas e nas ruas a fascistização do país.
Convocamos, desde já, para: (1) lutar em de defesa da democracia e da soberania em cada instituição; (2) promover atos, aulas públicas e debates nas universidades e institutos; (3) somar-se às mobilizações unitárias em defesa da soberania nacional e dos direitos sociais. Assim, derrotaremos nas urnas e nas ruas a fascistização do país e o sufocamento da Liberdade de cátedra!
O espectro do fascismo pretende impor o medo e o silêncio. Afirmamos, categoricamente, que nossas vozes, reunidas, têm força transformadora, em prol da ciência, da arte, da cultura e da educação, capazes de desenvolver a imaginação criadora e de abrir um futuro pleno de possibilidades para os povos.


